quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dois dias na Ilha da Fantasia

Quem acha que só o Rio de Janeiro tem o seu Projac, engana-se. Na Bahia, a cidade cenográfica fica a uns 70 quilômetros de Salvador e chama-se Praia do Forte. O pano de fundo das várias novelinhas que passam por ali é a ecologia. Tudo na vila foi pensado para a não agressão ao meio ambiente. E parece que dá certo: são centenas de turistas de um lado para o outro gastando nas lojas e restaurantes de grife, levando sustento para a população local, que me pareceu megafeliz.

Depois de dois dias na ilha da fantasia, adentrei por Camaçari rumo à cidade de Cachoeira. Todos os baianos desaconselham pegar a estrada que cruza o polo industrial. São inúmeras rotatórias que deixam o motorista quase enjoado de tanta voltinha. O mais chocante é ver um sem número de fábricas multinacionais jogando resíduos tóxicos a menos de 25 quilômetros do paraíso ecológico que é a Praia do Forte.

Cenário forte, quase de filme de ficção científica com umas torres imensas e de diversos formatos. Ficamos tão impressionados que nem conseguimos parar o carro e tirar a foto que deveria ilustrar o post. Algumas empresas ali instaladas informam sobre o tipo de poluição que está sendo produzido. Em uma das placas, ao lado de um rio, se lê, na maior cara-de-pau: ‘proibido nadar, beber e pescar. Água industrial.’

Me senti enganada depois de um par de dias contemplando as tartaruguinhas.    

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