terça-feira, 18 de maio de 2010

Doce gostinho de Sessão da Tarde


Essa onda de Facebook está me levando de volta às origens. Tenho me deparado com pessoas que não imaginava mais ouvir falar na vida. Um dia aparece um coleguinha da alfabetização, outro a vizinha querida de uns 25 anos atrás. A gente mal sabe o que as pessoas fazem hoje, mas temos a chance de ver como está a família, o país onde vivem, uma ou outra foto de festa. É curioso e legal. Ao mesmo tempo que eu me sinto total diferente do que aquelas pessoas conheceram, me vejo como Michael J. Fox, em ‘Back to the future’. E essa sensação é boa demais, gostinho de Sessão da Tarde.


Estranho é encontrar na caixa de entrada pedidos de amizade de pessoas que não nos conhecem ou mesmo o amigo do amigo do amigo, que quer aumentar a rede. É fato que hoje as tais redes sociais funcionam como forte veículo de comunicação, são usadas para a divulgação de todo tipo de produto (incluindo até os políticos), muitas vezes com uma mensagem subliminar. A vantagem é clara: o preço desta divulgação é menor que o de banana. Basta ter internet e um computador. Nada que me faça engolir esta mania de divulgação em meio ao meu pequeno álbum sentimental. 

Pior ainda é receber ‘convites de amizade’ de pessoas que nos magoaram. Tá doido? Vamos limando, limando os de má fé. Numa análise rápida e rasa, fico com a sensação de que recebendo o ‘ok’ de amizade digital, essas pessoas pensam ter apagado o mal que um dia nos fizeram. Não, né? Melhor dar uma ligada, mandar um e-mail ou até mesmo nos procurar. É tão fácil atualmente descobrir o paradeiro de alguém, que nada justifica o anonimato do perdão virtual.

Outra saia justa do tal Facebook são as fotos de festa ou comentários sobre aquele evento que você não foi convidado. E pobre da noiva que teve que cortar a lista de convidados por não ter mais como bancar bufê e espumante pra mais de 200 pessoas. Nego tá nem aí e manda ver nas imagens da festa bombante. Dou risada. Já descobri no ‘face’ algumas festas em que fui deixada pra trás. A ignorância do esquecimento para cancerianas como eu é bem mais acalentadora. Fazer o quê? As redes sociais estão na moda, quanto mais postar, mais bem na fita fica sua imagem. E mesmo sendo cri-cri com a divulgação alheia, é quase impossível pra mim deixar de estampar já já este novo post na minha singela página do ‘face’.

obs.: esta foto que ilustra o post está na página da Luciene, minha madrinha de casamento, no dia do meu enlace com M'Arrudão. hahahahahaha. Lu, pode ficar tranquila, como não servi espumante, pude convidar todo mundo.     

2 comentários:

  1. Lembrando da infancia...achei "jornalismo" a sua cara.
    Bjs muito bom ter noticias suas.

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